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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Os ´milagres' da Meditação




Sim, já sabemos que a meditação tem inúmeros benefícios. Alguns mais visíveis e imediatos, outros não tão visíveis ao exterior e de efeitos mais tardios e lentos (dependendo do grau de consciência de quem a pratica). Quem consegue iniciar-se nessa jornada sabe do que estou a falar. E quem ainda não está na jornada, de certeza que já ouviu falar.

É uma prática milenar, sim! É uma prática que está completamente enraizada na cultura oriental. Aqui nem são necessários muitos estudos para verificar os seus benefícios. Os orientais, especialmente os ligados ao Budismo e ao Hinduísmo são pessoas mais calmas, desapegadas e contemplativas.

Pode-se dizer também que, já por si, está mais que comprovado que é uma prática muito salutar tanto mentalmente como fisicamente, pelo simples facto de passar de geração em geração e ser transversal a muitas e diferentes comunidades.

Mas nem por isso a meditação no ocidente não deixa de ser estudada e testada e por isso quase todos os dias aparecem estudos a comprovar os efeitos da mesma. Como por exemplo um estudo da Universidade de Waterloo, no Canadá, onde evidencia bem os benefícios de 10 minutos de meditação diária para uma pessoa ansiosa. Conclusões do estudo

Outro estudo da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, montra as evidências como meia
hora por dia de meditação têm os mesmos efeitos do que os medicamentos para aliviar stress,
depressão e dor crónica! Vale a pena ler este estudo

E para acabar deixo aqui as conclusões tiradas por J.L.Kristeller na Enyclopedia of Stress (2ª edição), em 2007, sobre a meditação:

''A prática de meditação, como é atualmente compreendida, envolve mecanismos que promovem efeitos muito mais amplos que o relaxamento físico ou emocional básico. Para resumir, a meditação pode afetar a resposta ao stresse de várias maneiras: primeiro, serve como distractor neutro; segundo, a meditação consciente ensina a capacidade de autoobservação de padrões de experiência; Em terceiro lugar, a capacidade de manter a consciência sem responder ou reagir é aumentada. Com mais prática, as reações condicionadas e as respostas à experiência interna gradualmente enfraquecem; Finalmente, no decorrer desse desacoplamento, a meditação parece facilitar o surgimento de respostas mais integrativas. Objetivos terapêuticos específicos podem ser facilitados direcionando a consciência meditativa para o alvo preocupante, como sintomas de ansiedade ou gerenciamento de dor. Ao entender a prática da meditação como envolvendo esses processos, torna-se mais claro como uma série de efeitos terapêuticos podem ocorrer em função de um conjunto de práticas relativamente simples, como outros princípios, como reestruturação cognitiva, técnicas comportamentais ou psicoterapias orientadas para a percepção, são aplicados a uma ampla gama de questões terapêuticas.

As abordagens concentrativas e de atenção plena desenvolveram e ganharam aceitação ao longo dos últimos 30 anos como componentes valiosos de programas de tratamento para uma ampla gama de distúrbios e problemas de apresentação. A literatura sobre meditação, como pode ser incorporada nas modalidades terapêuticas, continua a se expandir. A pesquisa também continua a explorar mecanismos subjacentes, de maneiras que possam informar uma maior compreensão dos processos de auto-regulação em geral.''

As evidencias são muitas. Eu próprio vejo os seus efeitos diariamente e aceito o seu desafio todos os dias. Ás vezes é uma luta contra a corrente, sim. Mas quando apanhamos uma maré a nosso favor percebemos a nossa evolução e que não somos mais as mesmas pessoas que éramos ontem, antes de ontem... antes de termos meditado.

Namasté

Uma feliz semana!